Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018

Segurança pública domina debate na sessão da Câmara de Marechal Rondon

Vereadores cobram ações em conjunto das polícias

Marechal Cândido Rondon

| 04/12/2018 | 15:07 | Assessoria
Segurança pública domina debate na sessão da Câmara de Marechal Rondon | Marechal Cândido Rondon
Vereadores cobram solução contra a onda de criminalidade | Foto: Cristiano Viteck

Na sessão de ontem (03) do Poder Legislativo de Marechal Cândido Rondon, o assunto segurança pública repercutiu nos debates durante as manifestações dos vereadores na tribuna. Os assaltos e furtos quase que diários motivaram manifestações dos representantes da população na Casa de Leis, que cobram das autoridades responsáveis uma solução para o problema.

O tema entrou na pauta a partir de requerimento dos vereadores Adelar Neumann, Adriano Backes, Adriano Cottica, Arion Nasihgil, Claudio Kohler, Gordinho do Suco, Josoé Pedralli, Ronaldo Pohl e Portinho. Através dessa iniciativa, a Câmara de Vereadores encaminhará ofício à Secretaria de Estado da Segurança Pública para que amplie o combate à criminalidade em Marechal Cândido Rondon, por meio de de forças-tarefas conjuntas das Polícias Militar e Civil.

“O grande número de assaltos e roubos à mão armada registrados nos últimos meses estão deixando toda a população não somente assustada, mas acuada dentro de suas próprias casas”, afirmam os vereadores.

Manifestações

Adriano Cottica afirma que um dos maiores problemas é o furto de veículos, em especial de caminhonetes, sendo Marechal Cândido Rondon o município onde este tipo de crime mais tem ocorrido na região. Para ele, as polícias precisam atacar de forma conjunta os problemas que mais estão preocupando a população. Na opinião dele, é necessária por parte do Batalhão de Fronteira, Polícia Militar e Polícias Rodoviárias Estadual e Federal a realização permanente de blitz em vários pontos do município, principalmente nas vias de acesso à cidade, para inibir a ação de bandidos.

Ronaldo Pohl defende que a solução para a segurança pública no município e região é a unificação do comando do BPFron e da Polícia Militar. Ele acredita que a atuação do Batalhão de Fronteira na repressão ao contrabando e tráfico de drogas pode estar influenciando a onda de crimes na cidade. Como os marginais têm encontrado dificuldades para atuar no Lago de Itaipu, eles voltam suas ações contra as famílias na cidade. “Função de polícia é prender bandido. Está na hora de unificar esse comando e resolver o problema da segurança pública no município”, desabafou.

Adriano Backes mostrou preocupação com os casos de arrombamentos à residências e empresas. Ele diz reconhecer as dificuldades enfrentadas pelas polícias em Marechal Cândido Rondon, como o efetivo reduzido e estrutura precária. “Mas, se coibir a cada dia um pouco a criminalidade vai acabando”, afirmou.

Portinho frisou que, embora seja de responsabilidade dos Governos Estadual e Federal, a Câmara de Vereadores não se exime de buscar soluções. Ele e o vereador Dorivaldo Kist (Neco) citaram que as lideranças políticas locais, como o prefeito Marcio Rauber e o deputado estadual Elio Rusch, têm trabalhado para reverter a onda de criminalidade. Exemplo disso é a entrega de 13 viaturas novas por parte do Estado ao BPFron, no último dia 27.

Adelar Neumann argumentou que a criminalidade não pode ser solucionada de forma imediata. “Não existe fórmula mágica para a segurança pública”, ressaltou, para depois defender a presença dos policiais nas ruas para amenizar a ação dos criminosos.

Gordinho do Suco salientou que, pelas atuais leis, os bandidos parecem ter mais direitos que os cidadãos de bem: “Isso é uma vergonha no nosso país. Temos que cobrar nossos deputados federais para que isso acabe”.

Vanderlei Sauer, que é ex-policial militar, concorda que hoje certas leis dificultam o trabalho das polícias. “Garanto que essas pessoas que estão invadindo as casas já foram presas várias vezes, assim como os que estão roubando as caminhonetes. Nós precisamos de uma legislação que puna o bandido. Hoje, a legislação não protege o cidadão de bem e nem o policial”, criticou.

Josoé Pedralli lamentou que a polícia, muitas vezes, não consegue fazer o trabalho de Inteligência. Citou a situação da Polícia Civil, em que investigadores executam o trabalho administrativo da delegacia, por falta de efetivo para este serviço.

Por sua vez, Arion Nasihgil defendeu a criação da Guarda Civil Municipal que, para ele, poderia ser mais um instrumento para atuar na segurança pública local, utilizando-se do poder de polícia administrativa para complementar o trabalho da Polícia Militar.

Claudio Kohler concordou com as manifestações. “A sociedade pode ter certeza que nenhum vereador vai se eximir da busca de ações para melhor a segurança do município”, garantiu.

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