Quarta-Feira, 19 de Dezembro de 2018

“Lamento, porque trabalhamos muito. A região inteira vai perder”, diz Ademir Bier

Marechal Cândido Rondon

| 10/10/2018 | 08:53 | O Presente
“Lamento, porque trabalhamos muito. A região inteira vai perder”, diz Ademir Bier | Marechal Cândido Rondon
| Foto: Alep
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Por 43 anos Marechal Cândido Rondon contou com ao menos um representante na Assembleia Legislativa do Paraná. Era um feito que orgulhava muitos rondonenses e lideranças locais, tendo em vista o município ser considerado de médio porte – hoje possui em torno de 52 mil habitantes – e, mesmo assim, ter pelo menos uma cadeira na Casa de Leis, sendo que há cidades maiores e que não conseguem por vezes garantir nenhuma.

No entanto, o sentimento de mudança e renovação política visível em muitos eleitores fizeram com que na próxima legislatura 2019/2022 Marechal Rondon não tenha mais um representante no Legislativo estadual.

Ademir Bier (PSD) e Elio Rusch (DEM) não conseguiram garantir a reeleição nas urnas. Em 2014, Bier fez 45.699 votos, mas viu agora sua votação cair para 26.015 sufrágios. Já Rusch baixou a votação, em quatro anos, de 54.993 para 32.001 votos. O deputado do DEM ficou na primeira suplência da sua coligação, enquanto o parlamentar do PSD ficou na terceira suplência da coligação.

 

História

O primeiro a garantir um mandato de deputado estadual por Marechal Cândido Rondon, ainda em 1975, foi Werner Wanderer. Ele permaneceu na Assembleia até 1990, quando disputou e foi eleito para uma vaga à Câmara Federal.

Representando o município, em 1978 Gernote Kirinus foi eleito deputado estadual, sendo reeleito em 1982 e 1986. Quatro anos depois ele disputou a eleição como candidato a deputado federal, mas não foi eleito.

Em 1990, quando Werner e Kirinus deixaram a Assembleia, abriu-se a oportunidade para Elio Rusch, que disputou pela primeira vez a eleição como candidato a deputado estadual. Na época, obteve mais de 15 mil votos e conquistou o mandato, sendo reeleito sucessivamente até 2014, quando alcançou a 7ª legislatura. No domingo ele tentava seu 8º mandato consecutivo.

Ademir Bier, por sua vez, chegou à Assembleia em 1998, após ter sido prefeito de Marechal Rondon. Na época, ele fez aproximadamente 23 mil votos. Desde então, apenas em 2006 o parlamentar não se reelegeu, mas mesmo assim conseguiu assumir primeiro temporariamente e depois em definitivo o mandato naquela legislatura. O parlamentar buscava seu 6º mandato na Casa de Leis.

 

Aceitar o resultado

Retornando a Curitiba, ainda na segunda-feira (08) Ademir Bier concedeu entrevista ao Jornal O Presente. Ele disse lamentar o resultado, mas enalteceu que a vontade da população ficou expressa nas urnas. “Lamento, porque trabalhamos muito. A região inteira vai perder, tanto com a minha saída quanto com a do Elio, em termos de representatividade, de recursos, enfim, de uma série de coisas. Mas é assim. Era uma eleição diferente e o sentimento de mudança fez com que eleitores votassem em candidatos que não conheciam, lamentavelmente. Essa avaliação precisa ser feita, mas como democráticos precisamos aceitar o resultado e a vida segue. Vamos ajudar da forma que der e vou tocar a minha vida”, declarou.

Na opinião do deputado, muitos eleitores não avaliam o trabalho desempenhado pelo parlamentar. “Infelizmente os eleitores não fazem essa avaliação. Foi uma luta desigual, porque não tive dinheiro público para fazer campanha, mas o povo não pensa assim. Mesmo assim, agradeço cada voto que recebi e vou continuar honrando todos os votos que conquistei até o final desta legislatura. Estou aceitando com toda tranquilidade esse resultado. Vida que segue e até janeiro estou na batalha”, afirma.

 

Vida pública

Questionado se o resultado da urnas pode lhe afastar ou motivar uma eventual saída da vida pública, Bier é enfático: “Eu sou um homem da vida pública. Eu tenho vocação para isso, mas tudo agora é hora de pensar. Hoje tem muita gente me ligando, comentando que sente a falta que vamos fazer na Assembleia. Tem gente preocupada na região inteira. Estas pessoas sabem que vão perder um trabalho que faço diuturnamente e bastante”, aponta.

 

Governo do Estado

Aliado do governador eleito Ratinho Junior (PSD), tanto que após cerca de 40 anos de MDB trocou de partido por acreditar em um programa de governo e um candidato que sempre elogiou, o deputado estadual pode eventualmente vislumbrar a oportunidade de ser nomeado para algum cargo no Poder Executivo ou, mesmo na condição de suplente, assumir o mandato.

Questionado sobre isso, ele enfatizou que não fez campanha para o candidato ao Palácio Iguaçu pensando no “troca-troca”. “Eu não estou pensando nisso e nem parei para pensar. Eu fui com o Ratinho pelo projeto de governo que ele pretende implantar no Paraná e por acreditar que pode fazer um trabalho diferente no Estado. Só isso e em cima deste projeto, que será vitorioso com toda certeza. O Paraná precisa de um governo diferenciado, moderno e com gestão. É o que ele propôs na campanha e o que conversamos sobre o Paraná. Por isso que estava nesta campanha”, conclui.


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