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Ratinho Junior afirma que governo não tem dinheiro para pagar reajuste dos servidores

Paraná | 21/06/2019 | 13:12 |
| Fotos: AEN |
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O governador Carlos Massa Ratinho Junior comentou na quinta-feira (20) a questão do reajuste dos servidores. Em entrevista coletiva concedida em Londrina, Ratinho Junior afirmou que está com dificuldades para obter o dinheiro necessário para dar o reajuste (data-base) aos servidores públicos estaduais, a data-base.

“Estamos fazendo esforços, cortando mordomias, para construir um projeto que permita, daqui a alguns meses ou no ano que vem, dar reajuste aos funcionários. Minha função como governador é cuidar do equilíbrio e garantir saúde financeira ao Estado”, disse.

Ele afirmou que o esforço para melhorar o estado não deve ser só do governo, mas de toda a sociedade. “Podemos até pensar em reajuste, mas seria necessário aumentar impostos. E precisamos perguntar para a sociedade se quer aumento de imposto para dar reajuste para servidor”, disse ele.

“Essa é uma discussão complexa. Entendo o trabalho dos servidores como árduo e importante. Mas temos de reconhecer que o Paraná está pagando o salário em dia. Há muitos estados com dificuldades de pagar até mesmo os aposentados e nós já estamos trabalhando para que o décimo terceiro esteja na conta já no início de dezembro. Tem que haver clareza de que há esforço do governo para ter as contas em dia”.

A data-base dos servidores não é paga desde 2016, o que gerou uma perda de salário de 17% aos servidores.

Limite prudencial

O governador destacou também que o estado não pode ultrapassar o limite prudencial nas despesas com a folha de pagamentos.  “De acordo com o determinado pelo Tribunal de Contas e Secretaria do Tesouro Nacional, ultrapassar o limite significa ficar negativado, o que incorre em perda de convênios e comprometimentos de investimentos previstos no Estado. Minha função é ser guardião do orçamento”, enfatizou.

O governador diz que o governo procura ações periféricas para colaborar com o servidor, mas sem colocar em risco a saúde financeira do Estado. “Não existe a possibilidade de reajuste, porque representaria quase R$ 1 bilhão a mais de gastos. Temos que trabalhar com a realidade. Isso exigiria aumento de arrecadação e a população já paga muito imposto”.

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