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Lamento Brasileiro – Considerações sobre o Brasil e o dia da Independência

7 DE SETEMBRO | 07/09/2019 | 10:28 |
"Ou ficar a pátria livre... ou morrer pelo Brasil" | Fotos: Getty Images/ BBC NEWS BRASIL |
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7 de setembro é a data em que se comemora a Independência do Brasil.

Independência ou morte” teria dito Dom Pedro I as margens do Ipiranga em 1822, numa história para lá de controversa.

De lá para cá a história do Brasil é marcada pela queda do Império e ascensão da República, a ditadura militar, a redemocratização, dois impeachments.

A desigualdade social ainda é uma cicatriz exposta da nação e a corrupção é um vírus que corrói as estruturas de poder. E por isso não somos tão independentes assim.

O Estado, por percepção geral, é corrupto, e pela logica do senso comum, não representa a nação, e disso ocorrem escolhas desastrosas por parte do povo em relação a aquilo que não os representa em termos de nação. E isso não é uma exclusividade dos nossos tempos. Sucessivos erros, tem sido cometido pelos governantes e pelos governados, desde os tempos da redemocratização. Situações e escolhas que nos levam diretamente ao que vivemos hoje.

Por anos, e isto não é um fenômeno da atualidade, governantes estupidos governam estupidamente e se esquecem do povo. É o poder pelo poder, e nisto se esvazia o conceito de nação e o próprio conceito de nação independente.

Creio que, não da melhor forma, mas o povo brasileiro - e que se excluam os extremistas de qualquer espectro - chegou à conclusão de que nada pode ser maior do que o indivíduo, muito menos o Estado, e isto é um axioma das principais teorias que propõem a organização da sociedade, do comunismo ao liberalismo.

Independência requer liberdade. Um não pode existir sem o outro e é esta simbiose que torna estes princípios praticáveis. Não importa a forma de governo.

Esquerda e direita, direitos e deveres,
Os 3 patetas, os 3 poderes
Ascensão e queda, são dois lados da mesma moeda
Tudo é igual quando se pensa
Em como tudo poderia ser

São versos de Humberto Gessinger, na canção “A Revolta dos Dandis II”, e fazem tanto sentido nos tempos atuais. Pois tudo é igual quando pensamos em como tudo deveria ser.

O Brasil é o país do futuro, dirão os românticos. É o celeiro do mundo.

Mas para o povo que morre de fome nas ruas, o futuro parece distante, e a comida ainda falta na mesa. A saúde é uma vergonha e a maioria dos brasileiros não tem aceso a um sistema que seja de qualidade. Pessoas morrem nas filas de hospitais enquanto uma minoria tem tudo.

A educação está longe de ser satisfatória e não emancipa o indivíduo. Governo sobre governo, esquerda ou direita, serve somente para manter tudo “sob controle”. Nada mudou em 197 anos de independência , e está longe se ser mudado. Falta vontade por parte daqueles que tem o poder.

Por anos a violência tem sido um câncer no país. Uma doença que como sintoma causa aberrações como a milícia, e Estados Paralelos de poder sob o comando de facções criminosas, por exemplo. Enquanto isso, crianças morrem, vitimas de balas perdidas nas guerras de traficantes.

A economia é uma bagunça. A burocracia atrapalha o empreendedor e a legislação não acompanha o progresso. Os trabalhadores não são valorizados, quando são eles que produzem a riqueza. O agricultor familiar é desvalorizado em relação aos grandes latifundiários, por causa das “Comodities”  da bolsa de valores.

O indivíduo não é independente, o povo não tem liberdade. A nação é escrava.

Parece que está tudo errado.

Mas, "amanha há de ser outro dia", diria o poeta. E nós somos Brasileiros. Ainda há esperança.

O povo brasileiro, ainda é um povo lutador, a história do Brasil é um exemplo incrível dessa nossa característica. Nós erramos, certamente ainda vamos errar, e isso é bem humano.

Nós cairemos e nos levantaremos. E vamos continuar, rumo aquele futuro que nos prometeram. Não queremos que ele seja perfeito, apenas justo, para todos. Apenas bom.

O Brasil é o país do Futuro, afinal eu também sou um daqueles românticos.

Da redação - por Luyki Rafael Drehmer

Lamento brasileiro*

É preciso ser duro sem perder a ternura

Mas a ternura não basta e a dureza não aplaca

A estupidez dos governantes e do seu povo ignorante

A eterna luta de classes movendo o motor da história

Que por vezes é tragédia se repetindo como farsa

 

No Nordeste brasileiro, a seca tira mais que vida

Tira sonhos e tira planos

Morte e vida severina


No Sudeste do país

Milícias, crime organizado

Mataram um João da Silva

No meio do fogo Cruzado

 

No Congresso Nacional

Políticos organizados

Tiram sonhos, tiram planos

Daqueles assalariados

 

Mas pelas ruas da cidade

Ouvimos vozes de esperança

Nas ruas caras pintadas, gritavam o emblema da França

LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE

 

Basta.

Já chega de tanta alienação

Aparelhos ideológicos de dominação

Não queremos mais sua subversão

 

Basta.

Já chega de tanto descaso

Iremos conter o atraso

E transformaremos em nação o país do futebol

 

Basta.

As armas todos os brasileiros

Antes morrer em pé do que viver de joelhos

Ou ficar a pátria livre...

Ou morrer pelo Brasil...

*Canção de: Luyki Rafael Drehmer, Ivo Caldas e Lendrey Abraão Drehmer, com a colaboração de Yago Hettwer


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